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Juros

Juros no Brasil: o que muda com a nova fase da Selic

O mercado financeiro reagiu com volatilidade aos últimos indicadores de inflação de serviços. Para empresas endividadas, cada ponto na taxa básica ainda pesa no fluxo de caixa — e muitas PMEs do interior sentem isso com alguns meses de atraso em relação às grandes capitais.

Ricardo Almeida · 10/06/2026 · atualizado em 15/06/2026

PMEs

Mercado de capitais abre portas para PMEs — mas com ressalvas

Nos últimos dois anos, o volume de emissões voltou a crescer em segmentos que antes pareciam exclusivos de grandes grupos. Ainda assim, o acesso continua desigual: quem tem auditoria em dia e demonstrações claras consegue taxas melhores.

Mariana Costa · 08/06/2026

Nota editorial

O Outlook Brasil nasceu da percepção de que boa parte da cobertura econômica no país ainda trata o leitor como espectador distante. Nosso foco é outro: traduzir perspectivas de mercado, decisões de política monetária e movimentos no mercado de capitais para quem toma decisões reais — donos de PME, gestores regionais, profissionais liberais que acompanham o noticiário mas não têm tempo de ler 40 páginas de relatório.

Não somos consultoria nem casa de análise institucional. Publicamos texto editorial, com viés explicativo e contexto brasileiro. Quando citamos projeções, deixamos claro de onde vêm e qual a margem de incerteza. Acreditamos que transparência metodológica é tão importante quanto a conclusão em si.

Nesta edição de junho, três temas concentram a atenção: a desaceleração desigual entre setores, o novo patamar de juros e as alternativas de financiamento fora do banco tradicional. São assuntos que se cruzam — e que afetam empresas de formas bem diferentes dependendo do porte e da região.

Se você chegou agora, sugerimos começar pelo panorama geral do semestre e depois mergulhar nos textos sobre Selic e capitais para PMEs. E, claro, nossa política editorial explica como escolhemos temas e corrigimos erros.

Junho costuma ser mês de balanço no calendário econômico: reuniões do Copom, divulgações do IBGE sobre atividade e revisões de projeção por bancos e consultorias. Não acompanhamos cada indicador em tempo real — isso é trabalho de sala de mercado. O que fazemos é sintetizar o que importa para o horizonte de três a seis meses, quando empresas definem orçamento, negociam contrato e decidem se contratam ou seguram.

Também prestamos atenção ao que acontece fora dos eixos Rio–São Paulo. Dados agregados escondem realidades de cidades médias no Sul e no Centro-Oeste, onde indústria e agronegócio convivem com serviços em expansão. Quando citamos exemplos regionais, buscamos fontes locais ou relatos de gestores — não inventamos história para ilustrar tese.

Por fim, um aviso honesto: perspectiva não é profecia. Atualizamos textos quando o cenário muda de forma relevante, mas o leitor deve cruzar nossa análise com sua própria leitura de mercado, contador e equipe financeira. O Outlook Brasil quer ser ponto de partida informado, não a última palavra.